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quinta-feira, 10 de março de 2011

CRÔNICA I

O CONVITE
O convite de Deus foi para o povo participar de uma festa no deserto.
Deus continua convidando o povo para a festa, desta vez para uma festa eterna e onde Ele mesmo mora, e que tem como objetivo comemorar o casamento do seu filho único, e para isto Ele mesmo já providenciou tudo, a ornamentação, o palácio, os melhores músicos, a melhor comida, a melhor iluminação, enfim, tudo.
Ele só requer de nós que aceitemos seu convite.
As letras deste convite estão impressas em 66 livros que mais são do que a mais linda carta ou convite de amor escrita por alguém.
Para autenticar este convite, o dono da festa mandou que seu próprio filho se encarregasse de autenticá-la com seu próprio sangue, escrevendo: Está consumado.
O que temos feito ou o que faremos com este convite?
Desde a criação do mundo, o homem sempre esteve diante de duas escolhas ou alternativas:
Sim e Não – Amor e Ódio – Honra e Ultraje – Sabedoria e Tolice – Humilhação e Arrogância.
No Éden o homem recusou obedecer e arca até hoje com as conseqüências desta escolha.
Nos tempos de Noé, apenas oito pessoas aceitaram o terno convite do único Deus, escolheram o escárnio e zombaria do homem de Deus, lembre-se, não havia netos, sobrinhos, tios ou vizinhos dentro da arca.
Somente adentraram na terra prometida aqueles que não murmuraram somente aqueles que reconheceram e aceitaram e se submeteram ao convite para tal.
Quando Jesus palmilhava as terras da Palestina, somente um punhado de homens e mulheres aceitaram seu convite para aceitá-lo e segui-lo, a grande maioria preferiu condená-lo à morte e por esta escolha errada, amargam até hoje.
Você, durante a semana ouviu a voz do Espírito Santo e escolheu esta hoje aqui. Agora Ele continua falando ao seu coração convidando-o.
Sei também que outra voz se levanta querendo desautorizar tudo o que você ouviu, mas lembre-se, o inimigo de nossas almas não conseguiu impedir que um homem esfomeado e esquelético, trazendo dentro de si cerca de 2.000 demônios, corresse ao encontro do Senhor Jesus.
Ninguém é obrigado a ter o Senhor Jesus como pai, porém Ele também não é obrigado naquele grande dia, recebê-lo em sua casa como filho.
Deus ao criar o homem, o fez com necessidades físicas, materiais, emocionais e espirituais. Adorar, honrar, amar, servir ao Senhor é uma necessidade espiritual de todo ser humano, o inimigo de nossas almas sabe disto, e por isto ele tenta a todo custo, impedir ou influenciar negativamente nossas escolhas para que deixemos de participar desta grande festa.
Não quero ser o pregador do apocalipse, mas o reino de Deus é anunciado a você hoje, a partir de agora você se torna indesculpável diante de Deus. Pilatos perguntou à turba que lhe trouxera Jesus:
Que farei de Jesus?
O povo respondeu: “Crucifica-o”.
Pilatos atendeu.
Agora eu te pergunto:
Que resposta você dará ao convite de Jesus?
...
Ele está esperando.

quarta-feira, 9 de março de 2011

CRÔNICA II

CRIANÇA TAMBÉM TEM ALMA.

- Ei, com licença, desculpe, não queria atrapalhar.
- Fique a vontade, uma companhia é sempre bem-vinda.
Cabeça baixa, sem jeito de olhar para cima, mãos escondidas no bolso, quando não segurando alguma coisa invisível, lábios esboçando um meio sorriso (existe meio sorriso?) meio sem jeito, meio sem forma, meio sem vida, apenas um meio sorriso.
Os degraus da Igreja vencidos heroicamente, e são apenas três; suas pernas pesam uma tonelada cada uma, seus braços parecem que carregam o mundo, suas mãos ao longo do corpo não esboçam nenhum gesto.
- Como vai?
Ouve alguém falar, será que ouviu ou gostaria de escutar?
- Sinta-se em casa, na casa do Pai.
Seu coração palpitou mais forte, pareceu-lhe ver e sentir, não tem certeza, sinceridade nestas palavras: “Jesus te ama”.
Mesmo assim, isolado, mergulhado no seu mundo, indaga-se mentalmente:
- O que estou fazendo aqui?
Música (hinos), alegria, descontração, palmas, assobios... Confuso pergunta-se:
- No céu, será que também é assim?
Idades, rostos, roupas, altura, multidão heterogênea, difusa, coesa, esquisita... um coral angelical. Louvores, júbilos, sorrisos e risos.
- Jesus, ah Jesus!
A liturgia do culto, as ministrações, a adoração da congregação, a mensagem, o banquete servido, a doce presença do Espírito Santo... Lembranças do passado sofrido e triste, duas lágrimas quentes rolam por sua face, o coração pesado e triste; o apelo, o ensejo de levantar a mão, mas...
- Você gostaria de dar a Jesus a chance de mudar sua vida?
Não se obtém a resposta desejada, ela fica presa na garganta e morre juntamente com uma lágrima quente e seca no seu coração e na sua alma.
- Não, estou bem assim, mesmo assim agradecido.
O apelo, a adoração, ah aquele momento fazia-o sentir-se no colo de sua mãe, quente, agradável, macio e seguro. Aquelas palavras eram como as mãos de seu pai acariciando seus cabelos dizendo-lhe: “Eu ti amo.”, ou mesmo envolvendo-o em um abraço mais forte que o mais duro aço.
- Jesus o convida e gostaria de...
- Já disse. Eu tenho Jesus em meu coração.
- Ele reina? É soberano?
Não estava preparado para aquela interrogação que não admitia questionamentos: “Cristo reina? Ele é Senhor? Não, absolutamente não.
Medo, escuro, tristeza, derrota, todos estes sentimentos o esmagavam, sua cabeça tomba sobre o peito, seu coração bate apressadamente, seus lábios querem gritar por socorro, mas não conseguem, nada lhe obedecem. Um grande vazio, do tamanho do mundo (não sei como se mede o vazio) e tão escuro e frio como a noite sem lua o envolve, seus ouvidos insistem em não ouvir o convite, mas seu coração não pode se furtar em ouvir a doce e suave voz do Criador.
- Filho meu, dei-te tudo de mim...
Questionamentos, perguntas sem respostas, seus argumentos tornam-se nulos; e seus dogmas, seus conceitos pré-concebidos para não dizer preconceitos o esmagam diante do Cristo crucificado.
- Filho meu, dei minha vida incondicionalmente, perdoei-te, substitui-te na cruz.
Diante da verdade absoluta todos os sofismas, conceitos e ponderações tornam-se irrelevantes e nulos. Jesus é Senhor, no céu e na terra, no tempo presente e na eternidade, antes e depois.
- Não insistirei neste apelo como se fosse um favor ou sacrifício inominável render-se a Jesus.
Parecia-lhe ver uma porta que pouco a pouco se ia fechando, diminuindo o facho irradiante de luz atrás de si. A porta parecia-lhe semi-aberta, tão longe e tão perto (não sei como é possível) e um caminho estreito, da largura de um pé sobreposto ao outro ladeado por espinhos e flores salpicadas de sangue. Não sabia explicar, mas via-se caminhando e ao longe risos (de crianças ou anjos), palmas, gritos, se ouvia, festa.
- ...
- O que está acontecendo. Tudo é novo para mim.
- Não se preocupe, apenas ajoelhe-se, pois de agora em diante é assim que você andará.
Luizão.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Como vai o seu casamento?

COMO VAI O SEU CASAMENTO


Responder apenas que “está bem”, é o mesmo que afirmar: “o céu é lindo”.
O casamento é como uma árvore que no início não passa de um pequeno arbusto com DNA de árvore frondosa, mas que inspira cuidado e atenção, principalmente quando ervas daninhas e outras pragas tentam a todo custo dificultar-lhe o desenvolvimento, mas que, uma vez descobertas e tratadas não conseguem impedir-lhe o crescimento.
Dizer que nada mudou ou que permanece igual tal como no primeiro dia seria faltar com a verdade.
Dizer que crescemos e alcançamos a maturidade perfeita, seria, quem sabe, uma tola pretensão.
Dizer que estamos aptos a enfrentar, solucionar e, vencer qualquer intempérie e sermos exemplos para os neófitos seria, talvez, ilusão da juventude.
Mas... e aí?
A cada dia uma nova lição, com diferentes obstáculos e oportunidades de nos conhecermos melhor e crescermos mutuamente nos são apresentadas, temos vencido a maioria e aprendido com todas e o saldo que nos fica é:
- Estamos caminhando, cada vez mais unidos, não juntos, mas felizes.
- Temos aprendido nestes 27 anos e 26 dias que o casamento é uma parceria, comprometimento, respeito e amor.
- É sermos dois corpos refletindo uma só sombra para o mundo sem Jesus.
- É caminharmos tão juntos a ponto de deixarmos somente um par de pegadas para exemplo da família e do mundo.
Momentos difíceis?
Sim. Ufa! E quantos...!
Mas todos eles foram e são meios providos por Deus para nos aproximarmos e crescermos, principalmente através do diálogo, que a nosso ver, funciona como o cano de escapamento dos carros que expelem os gases provenientes da combustão, o qual, uma vez entupido, paralisa toda a máquina, mesmo que com poucos dias saída de fábrica.
Mas a pergunta é:
- Como vai o seu casamento?
Respondo:
- Não sou utópico a tal ponto de dizer que tudo são flores, que o céu e sempre azul e o mar um tapete de veludo; não, claro que não, minha resposta, sem medo de ser feliz é:

O Senhor tem feito com que o nosso casamento está muito bem, obrigado!


Luiz Carlos e Elízia